Geneva-Jet-dEau

Genebra tem menos de 200 mil habitantes. Aqui no Brasil, seria considerada uma cidade pequena, como Búzios, no Rio de Janeiro.Embora não tenha uma grande população, esta cidade da Suíça francesa, situada ao estremo oriente do país, é considerada a capital do mundo.

Ela é sede de mais de 200 organizações internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a sede da Cruz Vermelha. As organizações, em sua grande maioria têm como objetivo promover a paz, a ajuda humanitária e os direitos humanos. Genebra abriga mais conferências e reuniões internacionais do que Nova York. E isto faz dela uma espécie de centro político mundial. 45% da população é estrangeira. São mais de 40 mil diplomatas vivendo por lá. E é justamente esta diversidade que faz del, apesar do tamanho modesto, cosmopolita. Mas não se engane. Genebra não é modesta. A terra, também, dos banqueiros, respira riqueza. De tão sólida, a cidade parece ser construída em aço, mas o verde e a enorme quantidade de água ao redor torna tudo muito agradável e bonito. Ameizing.com visitou a cidade e traz dicas para você aproveitar o que tem de melhor por lá:

CHEGANDO EM GENEBRA/AEROPORTO
O aeroporto de Genebra fica bem próximo do centro da cidade. O bilhete entre a cidade e o aeroporto é grátis. Assim que pegar as bagagens, antes de passar pela alfândega, retire o bilhete. Ele é válido por oitenta minutos e dá direito ao uso ilimitado de trams (bonde elétrico), trens e barcos dentro da cidade de Genebra. A viagem entre a cidade e o Aeroporto é de 9 minutos.

TRANSPORTE PÚBLICO
Os turistas que ficam em hotéis ou pousadas em Genebra têm direito ao Geneva Transport Card, que garante acesso gratuito ao transporte público na cidade e nos subúrbios próximos, durante toda sua estadia. É preciso estar com o passaporte em mãos quando for utilizar o cartão.

JET D’EAU
O jato d’água, símbolo de Genebra, atinge 140 metros de altura é a uma das atrações da cidade. A cada segundo, mais de 500 litros d’água são jogados para o alto, numa velocidade de aproximadamente 200 quilômetros por hora. Por causa disso é visível de várias partes da cidade e até mesmo da janela dos aviões. O primeiro jato foi criado em 1886 e sua função era controlar o excesso de pressão no sistema hidráulico durante a noite, quando o consumo era menor. Não tinha nada a ver com o turismo. Depois de resolvida a questão da pressão, tornou-se um cartão-postal.

LAGO GENEBRA
O lago Genebra ou lago Leman (para os franceses), é um dos maiores lagos da Europa e oferece uma linda vista para os Alpes Fraceses. Suas margens são repletas de restaurantes, lojas e parques. Além de cisnes e patos. Ideal para a contemplação. Mas se o turista for mais aventureiro, oferece uma série de atividades aquáticas bem interessantes. Pescar, andar de caiaque ou praticar vela são umas delas.

BAINS DE PÂQUIS
Os Bains de Pâquis são banhos públicos. Uma verdadeira praia lacustre bem no centro de Genebra, com balneário, sauna, massagem, trampolins e lanchonete. Uma verdadeira instituição local. O bacana é pensar que as águas que circundam a cidade não são poluídas. São até próprias para consumo. Em Genebra, assim, como em toda a Suíça, há fontes de água potável espalhadas por todos os lugares.

Association dúsagers des bains des Pâquis
Quaid du Mont-Blanc 30 | 41 (0) 22 232 2974 | www.bains-des-paquis.ch

RELÓGIO DE FLORES, O MAIS FAMOSO DA SUÍÇA
Dentro do Jardim Inglês, no centro histórico de Genebra, próximo ao Lac Léman (ou Genebra), encontra-se o relógio mais famoso da Suíça. Criado em 1955 pela União dos Fabricantes de Relógios local, o Horloge Fleurie é composto por mais de 6000 flores e funciona com um mecanismo simples de três ponteiros, tendo o maior, um comprimento de 2,5 metros. A circunferência do relógio é de 15,7 metros. Seguindo as estações, o relógio, ou suas flores mudam de cores quatro vezes ao ano.

L’horloge fleurie, Quai du Général-Guisan, 1204
41(0) 22 909 70 00 

CIDADE VELHA E A CASA DE ROUSSEAU
A casa onde o filósofo Jean-Jacques Rousseau nasceu encontra-se na Cidade Velha (ou centro histórico) de Genebra e pode ser visitada. O importante filósofo, teórico político e escritor suíço, é autor de O Contrato Social, obra que serviu de inspiração para a Revolução Francesa.

La Maison de Rousseau et de la Littérature
Grand-Rue 40
41 (0) 22 310 10 28 | www.m-r-l.ch

CATEDRAL DE SÃO PEDRO
O pórtico neoclássico da Catedral de Genebra, principal templo protestante da cidade que é o berço do calvinismo, esconde o estilo românico-gótico da construção do século IV. A transição dos estilos — o gótico teve origem no românico — é a marca registrada do complexo que teve sua pedra fundamental lançada em 1150. Em 1535, a Catedral que estava sob o poder de Roma, ligada inclusive ao Vaticano pelo nome de São Pedro, foi o cenário para a pregação da reforma por Guilherme Farel. Na ocasião, afrescos e pinturas típicos da Idade Média foram substituídos ou apagados por conta do domínio protestante. Quinhentos degraus levam ao topo da torre, com vista privilegiada para o jato d’agua de Genebra. A Catedral é usada, além do propósito de cultos religiosos, para fins cívicos onde se realizam os juramentos do governo cantonal.

IL LAGO, RESTAURANTE ESTRELADO
Comer-se bem é uma constante na Suíça como um todo. Os ingredientes são muito frescos e a influência das cozinhas francesa, italiana e alemã dão um toque ainda mais especial para a culinária local. Estando em Genebra, faça uma reserva no restaurante Il Lago, dentro do Four Seasons Hotel des Bergues. O restaurante é chique, bem tradicional. E por causa disto, exige uma vestimenta mais formal. Embora, sofisticado, não é esnobe. Tem atendimento de primeira e a comida é fantástica. Daí a estrela Michelin. Não deixe de pedir o risoto de lagosta, especialidade da casa que serve uma comida típica do norte da Itália. E claro, o tiramisu.

Il Lago, Four Seasons Hotel des Bergues
Quaid des Bergues 33 |
www.fourseasons.com
41 (0) 22 908 7000

IL VERO
Situado dentro do Hotel Kempinski de Genebra , este restaurante, que antes se chamava FloorTwo Restaurant, oferece aos seus clientes uma vista incrível do Jet d’Eau e do lago Leman. O chef Marcello Salvatore apresenta, como não poderia deixar de ser, uma culinária com influência italiana. O frescor dos pratos impressiona. Aliás, é possível, visitar no terraço do próprio restaurante as floreiras transformadas em hortas de onde grande parte dos temperos e legumes são colhidos para depois serem servidos no seu prato. Por lá também é produzido mel de abelha. Vale a pena visitar. E sobre o que pedir? Polvo! Macio e crocante. Não tem erro. Delicioso.

Il vero, Hotel Kempinski
Quaid du Mont-Blanc, 19
41 (0) 22 908 9224
www.kempinski.com/en/geneva/grand-hotel/dining/restaurants/floor-two-restaurant

LOJA CONCEITO VICTORINOX
Ir até a Suíça e não comprar um canivete é igual ir a Bahia e não adquirir uma fitinha do Nosso Senhor do Bonfim. Apesar da lembrança ser bem mais cara do que a fitinha, é sempre um acerto que agrada a todo mundo. Vale a pena conhecer a Victorinox Flagshit Store de Genebra. Lá você encontra de tudo. Os famosos canivetes, facas, malas, relógios e até perfumes.

Victorinox Flagship Store
Rue du Marché 2 | 41 (0) 22 318 6340

DELICATESSA GLOBUS
A Globus é uma rede de departamentos suíça comparada a mundialmente conhecida Harrod’s de Londres. Bem sofisticada, ela oferece aos seus clientes o que há de mais exclusivo e inovador em termos de consumo no mundo. A ideia é fazer do ato da compra, uma experiência única, marcante. Dentro de suas unidades espalhadas pela Suíça (são 14 ao todo), existe uma divisão, Delicatessa Globus, dedicada à alimentos, que é imperdível. De aperitivos a tábuas de queijos, neste local é possível adquirir tudo do bom e do melhor. Além dos produtos industrializados, há uma grande quantidade de alimentos, já preparados, prontos para levar para a casa. A quantidade de produtos é tão grande e diversificada que o consumidor pode pedir a ajuda de um personal shopper para orientá-lo. Vale a pena visitar a seção de mel da Delicatessa Globus. A quantidade e qualidade impressionam. Mas, talvez, o que mais impressione neste “mercado” de luxo gastronômico, é o lay-out das gôndolas. Tudo clean, fundo preto. Os alimentos milimetricamente arrumados na prateleira atraem o olhar e espantam pela beleza das embalagens. Não tem como não gostar. Não deixe de conhecer a adegue de vinhos local. De fato uma experiência única e saborosa.

Delicatessa Globus
Rue du Rhône, 48
www.globus.ch/fr/delicatessa

 

HALLES DE RIVE
Este local é como se fosse uma feira livre, só que dentro de uma galeria de um prédio. Lá encontra-se de tudo: peixes recém-pescados no lado Leman, aves, legumes, frutas, queijos e flores.
Em pleno centro da cidade, há 30 anos, diversos produtores oferecem aos seus clientes alimentos frescos. Um festa para os olhos e para o estômago!

Association des commerçants de la Halle de Rive
Boulevard Helvétique, 29
41 (0) 22 736 48 76 | www.halle-de-rive-ch

 

DEGUSTAÇÃO DE VINHO NAS ADEGAS DO PALÁCIO DE JUSTIÇA
Depois de passar por uma feira local, pela Delicatessa Globus e seus produtos sofisticados, nada como degustar alguns vinhos suíços. Sim a Suíça produz vinhos e dos bons. Só que o consumo interno é grande e não sobra quase nada para exportação. Nas Caves du Palais de Justice, bem no centro histórico de Genebra, há uma adega onde você pode comprar diversos vinhos locais e do resto do mundo, assim como participar de degustação ao vivo, com direito a explicações de sommeliers especializados. Estas degustações ocorrem no porão do prédio histórico e são feitas desde 1812.

Caves du Palais de Justice
Place du Bourg-de-Four, 1
www.cavedupalais.ch
41 (0) 22 311 4014

CAROUGE, O GREENCHICH VILLAGE DE GENEBRA

 

Ou para ficar mais próximo de nós brasileiros, uma espécie de Vila Madalena suíça. Na verdade, Carouge é uma cidade do cantão de Genebra, separada pelo rio Avre. As casas têm um aspecto mediterrâneo porque foi fundada no século XVIII por ordem do rei da Sardenha para concorrer com a própria Genebra. Diz a lenda que a cidade ganhou muitos adeptos na época de Calvino, que teve grande influência na Reforma Protestante e era extremamente rígido. Em Genebra, não se podia vestir com adornos. O valor principal era o trabalho e não as joias, festas ou bebida. Vem desta época de muita rigidez a tradição relojoeira de Genebra. Os relógios, que eram usados para não haver atraso no trabalho, viraram verdadeiras joias. Os católicos, que não se enquadravam nas regras da reforma Protestante, também rumaram para Carouge. No local, há muitas lojinhas artesanais. Chocolates, velas, perfumes, roupas feitas com tramas de teares, produzidas ali mesmo, sob o olhar dos presentes. E bares. Muitos bares. Por lá o humor é mais solto, as pessoas são mais abertas. E para se ter ideia do espírito do local não deixe de pedir a cerveja Calvinus no bar Le Chat Noir, uma das atrações do lugar, que oferece, no andar de baixo, concertos de jazz, hip hop e rock. Como em toda a cidade, o transporte mais interessante é o bonde.

Le Chat Noir
Rue Vautier, 13
41 (0) 22 307 1040 | www.chatnoir.ch

 

MANDARIM ORIENTAL

Localizado no coração de Genebra, bem em frente ao Ródano e ao lado do lago Genebra, o Mandarin oferece o conforto característico de sua rede de hotéis e excelente atendimento. Vale a pena conferir o restaurante indiano Rasoi que tem uma estrela Michelin.

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