Encontro de Luz/ Meeting of Light

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“Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária. Para quem não acredita, nenhuma palavra é possível.”

“For those who believe, no words are necessary. For those who do not, no words are possible.”

Ao por o pé pela primeira vez em Abadiânia, cidadezinha de 14 mil habitantes no interior de Goiás, a impressão é de voltar no tempo. Lá as ruas ainda são, em sua maioria, de terra, para infelicidade dos pe- regrinos que vêm visitar, de branco, a Casa de Dom Iná-cio de Loyola ou o médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus.

 

When stepping foot for the first time in Abadiânia, the small city with 14 thousand inhabitants, one gets the impression of going back in time. There, most of the streets are still unpaved to the misfortune of the all-in-white visitors who come to see the medium John Teixeira de Faria, most popularly known as John of God. 

Em pouco tempo, a terra adere à barra das vestes imaculadas de cada um deles.

Ao chegar, tinha uma curiosidade enorme sobre o que encontraria. Confesso que já havia pesquisado a fundo sobre aquele lugar e sobre João de Deus. Assisti o programa da Oprah Winfrey sobre ele, vi imagens do homem curando pessoas de maneira assustadora, como, por exemplo, raspando a córnea de um paciente como uma faca de cozinha sem anestesia ou qualquer assepsia. Tudo era muito rápido,uma questão de segundos. E indolor.

Assim que cheguei à Casa, como é conhecido o centro espiritual por aqui, segui em direção a uns bancos estrategicamente voltados para uma vista linda e bucólica. Várias pessoas, todas vestidas de branco, meditavam ou dormiam naquele lugar. Fui invadida por uma paz imensa. Sentia um sono quase incontrolável. Auto-sugestão? Imaginei que sim. Mas as demais pessoas que me acompanhavam, sentiram algo semelhante. Fomos para uma pousadinha recém-aberta. Era simples, não tinha nem televisão. Dormimos cedo, loucos para conhecer o João.

Os trabalhos na Casa têm início às 8h00. Às 7h30 já estávamos lá. Impressionou a quantidade de pessoas — todas de branco — incluindo eu mesma, que já estavam lá também (mais tarde fiquei sabendo que somente naquele dia, passaram por ali 1.500 pessoas).

Pegamos filipeta identificada como “primeira vez”. Outros pegavam de segunda. Outros de revisão. Sem saber muito bem o que era isso, me dirigi a uma ante-sala para esperar minha vez de passar em frente à Entidade, ou em frente ao médium João. A sala foi ficando cada vez menor. Era incrível a quantidade de estrangeiros no local (cerca de 90% do público, muitos com doenças graves). Cadeiras de roda e muletas, crianças no colo das mães, velhinhos e cachorros faziam parte do cenário. A atmosfera conspirava para um ambiente hostil, triste. Mas não era. A mesma paz do belvedere lá de fora invadiu meu ser.

Soon, the dirt begins to stick to the immaculate vests of each and every person.

            Once I arrived, my curiosity for what I’d encounter there began to grow. I must confess I’d already done much research on him and that place up to that point. I’d watched Oprah Winfrey’s program, seen images of men being cured in frightening ways like, for example, shaving the cornea of a patient’s eye with a kitchen knife and no anesthetic whatsoever. And painless.

            As soon as I got to the House, as the spiritual center here is called, I headed towards benches strategically placed overlooking a beautiful and bucolic view. Various people, all dressed in white, meditated or slept there. A strong feeling of peace overtook me. Autosuggestion? I thought so. Yet the people who accompanied me felt something similar. We went to a nearby and recently inaugurated inn. It was simple; it had no TV’s. We slept early, eager to meet John.

The works at the House start at 8am. At 7:30 we were already there. The multitude of people all in white (including myself) already there was impressive (later in the afternoon I learned that 1,500 people had gone there that day).

            We reached for the flier “first time”. Others got “second time”. And others, “revision”. Without really knowing what all of this was, I directed myself to an anteroom to wait for my turn to the entity, or the medium John. The room began to get smaller and smaller. The quantity of foreigners was incredible (around 90% of the public, many with serious diseases). Wheelchairs and crutches, children in their mothers’ arms, elders and dogs were all part of the scenery. Everything was set to make the ambience hostile, sad. But it wasn’t. That same peace I’d experienced outside the house began to invade my being. 

"Quem cura é Deus, sou apenas um veículo / Who heals is God, I'm a mere vehicle"

Uma pessoa contou sua experiência vivida na Casa. Vítima de câncer de mama e filha de médico, veio por indicação de alguém que havia alcançado uma cura. Prestes a fazer uma mastectomia, quis conferir de perto os milagres atribuídos à João de Deus. Passou por uma cirurgia espiritual e ficou completamente curada. Desde então, vem sempre que pode (mora nos Estados Unidos) dar seu testemunhal sobre o trabalho realizado.

De repente, ouço a chamada no microfone: “Fila de primeira vez”! Meu coração palpitou. Fui à sala onde João de Deus, nesta altura, já incorporado, estava. Ao passar pela porta, vi milhares de pessoas rezando de olhos fechados. A paz interior aumentava. A sensação era de que estava envolta em um manto de conforto espiritual. A fila andava rápido e eu estava a três pessoas de ver o médium. Fui orientada a pedir o que fosse conveniente para a Entidade, pois o tempo aqui é escasso. Cerca de 4 segundos. Imagine 1.500 pessoas na fila!

Fiquei confusa e refleti sobre meus problemas de saúde. Não sabia o que pedir. Foi aí que disse a mim mesma: “Peça equilíbrio. A chave de tudo está no equilíbrio”. Numa piscada estava frente a frente com João de Deus. Seus olhos chamavam atenção. Eram azuis-turquesa e emanavam luz, como a de um pequeno farolete. Antes que pudesse abrir a boca, ele disse: “Você veio em busca de equilíbrio e eu vou te dar. Vou te ajudar. Volte duas vezes”. Recebi das mãos do médium um papel com um rabisco (era a receita de um remédio, que depois soube que era passiflora. Tudo igual. O que muda é o passe que ele dá para cada um). Segurei a mão dele e chorei de emoção. 4 segundos: encontro de luz.

Saí de lá atordoada. A figura fluorescente de João de Deus tocou, chocou. Minha amiga teve a mesma sensação. Disse que tinha vontade de sentar no colo dele. “Parecia o grande pai”. A vontade de voltar para a fila era crescente. Voltar, não pode. Todos os voluntários explicam que não pode. Compramos o tal remédio, R$ 50, e fomos tomar a sopa (parte integrante do tratamento). Saímos da Casa de Dom Inácio e fomos almoçar. João de Deus era o assunto. Todos querem saber mais.

Não me interessa exatamente a doutrina espírita. Prefiro que ninguém explique o que acontece ali. Não busco a razão, mas sensação. A memória é indelével e indescritível. Sentia-me em um conto de Gabriel Garcia Marques: realismo mágico puro! A pequena cidade gira em torno dos milagres de João, considerado o maior curador de todos os tempos. O que fazer agora? Não me foi indicada uma cirurgia espiritual. De certa forma, isso me frustrou, mas ao mesmo tempo, trouxe alívio. Afinal, não sofro de nada sério. É nessa hora que vem à mente a gravidade dos doentes que nos cercam nesse lugar. Recebi a infor- mação de que, na fila das 8h00 do dia seguinte, abrem-se as portas para aqueles que, mesmo sem serem chamados pela Entidade, desejam passar pela cirurgia espiritual. “Eu vou!”, pensei em silêncio. Minha amiga disse que iria. Voltamos à Casa. Como a operação só poderia ser feita no dia seguinte, fomos à fila da corrente. Queríamos nos juntar àquelas pessoas que rezavam de olhos fechados. Três horas se passaram. Rezamos Pai-Nosso e Aves Maria inúmeras vezes. A vontade de abrir os olhos era grande. “Não pode”. Queria ver João de Deus. “Não pode”. Ao fim da corrente, estava cansada,mas re-energizada. Parece que fiz uma terapia em fast-forward. Ao abrir os olhos sinto que a vista melhorou sobremaneira. Enxergava longe. Era como um míope que colocava os óculos.

No dia seguinte, às 7h30 estamos lá de novo. Não queríamos perder a fila da operação espontânea. Sem saber o que esperar, vi minha apreensão passar. Queria passar na frente da Entidade. Queria sentir aquela luz novamente. Já mais acostumada ao ambiente olhava para João de Deus lá do final da fila. As íris azuis podem ser vistas à distância. Reparei que ele olha para cada pessoa que passa à sua frente e anota algo no papel. Pronto, a pessoa está operada. Mais uma vez, foi rápido e muito intenso. Levados a uma sala lateral, recebemos um papel com mais uma receita e fomos orientados a repousar por 24 horas, não comer pimenta, não consumir bebida alcóolica e não fazer sexo por 40 dias. Voltei para a Pousada, pois sentia um cansaço enorme. Dormi das 9h00 às 15h00. Almocei e voltei a dormir. Jantei e voltei a dormir. Tive sonhos muito loucos. Sentia que tudo aquilo havia mexido com meu sub-consciente ou até inconsciente.

Não via a hora de chegar o dia seguinte. Queria passar por ele mais uma vez. Ao chegar na Casa, o médium, sem estar incorporado, apareceu na ante-sala (aquela da organização das filas) e explicou um pouco sobre o seu trabalho. Disse que faria algumas operações visíveis diante de nós. Estendeu a mão para um dos outros médiuns que o acompanhava e incorporou o espírito em 5 segundos. Pegou uma faca de cozinha e raspou a córnea de um rapaz na nossa frente. O paciente permaneceu inerte. Não demonstrou medo ou dor.Foram 5 segundos e tudo estava acabado. O rapaz, desacordado, foi levado numa cadeira de rodas para uma sala de recuperação. João Entidade voltou-se para uma moça. Segurou seu seio e ela desmaia. “Você está curada”, disse. Pegou algo parecido com uma tesoura cirúrgica e introduziu no nariz de outra mulher. Girou o instrumento dentro da narina por 5 segundos, tirou e disse: “Podem levá-la, já está operada”. Ao encostar no paciente, ocorre o desmaio. Apesar do horror da cena, bem diante de meus olhos, não tive medo. A névoa de paz (que por lá chamam de Entidades ou espíritos de luz elevados) me anestesiava. Rapidinho, João saiu de cena. Resolvi voltar para a corrente onde não poderia vê-lo.

Soube da existência da fila da despedida. 4 horas se passam e permaneci imóvel, com os olhos fechados. Terminada a corrente, saímos. João, agora Teixeira de Faria, cumprimentava todos que queriam vê-lo. Dessa vez, não tinha aqueles olhos azuis, mas a áurea de um bom homem. Acredite no que acreditar, é um abnegado. Repete sempre: “Quem cura é Deus, sou apenas um veículo”.

Voltamos à pousada. O proprietário nos contou que foi curado de leucemia por João de Deus e resolveu ficar por ali. Disse que, por incrível que pareça, o povo de Abadiânia tem verdadeira idolatria pelo médium, mas poucos frequentam a Casa. “O padre não deixa”. Senti novamente como se estivesse num conto de Garcia Marques.

 

 

One of the visitors told me of their experience in the House. She was a breast cancer victim and daughter of a doctor who’d come here by indication of someone who’d been cured. Ready to do a mastectomy, she came here beforehand to presence the miracles attributed to John of God. She went through a spiritual surgery and was cured. Ever since, she’s come back whenever possible (she currently resides in the US) to act as witness for the job done.

Suddenly I hear through the microphone “First time call”! My heart races. I walked to the room where John of God, already incorporated, stood. Walking through the door, I noticed thousands of people praying with their eyes closed. The feeling of inner peace grew. It felt like I was surrounded by a mantel of spiritual comfort. The line went by fast and soon only three people stood between me and the medium. I was asked to think of what I wanted to ask the medium as my time with him would be short. Around 4 seconds. Imagine having a line with 1,500 people!

 I got confused and began to reflect on my health issues. I didn’t know what to ask. It was then that I said to myself: “ask for balance. The key to everything lies in balance”. In the blink of an eye I was before John of God. His eyes were striking. They were turquoise-blue and emanated light, like that of a spotlight. Before I could even open my mouth he said: “ You came in search of balance and I will give you that. I will help you. Come back two times.” From his hands I received a scribbled paper (it was a doctor’s prescription that I later learned was passionflower. All the same. What changes is the blessing he gives each one). I held his hand and cried with emotion. 4 seconds: meeting of light.

I left there completely stunned. The florescent figure that is John of God touched, shocked. My friend had the same feeling. She said she felt like sitting on his lap. “He was like the great father”. The strong yearning to return to the line grew. But going back was not an option. All of the volunteers explain that you couldn’t. We bought the remedy prescribed, R$ 50, and went to get soup (part of the treatment). We left Dom Inácio’s House and went for lunch. John of God was the topic of interest. Everyone wanted to learn more.

I didn’t care for the spiritual doctrine. I’d rather no one explain what happened there. I wasn’t in search of reason but of sensation. The memory is indelible and indescribable. I felt like I was in one of Gabriel García Marques’ story: pure magical realism. The small city circles around John’s miracles, considered the greatest healer of all times. What to do now? Spiritual surgery had not been indicated. In a way, this frustrated me, but at the same time it brought relief. After all, I did not suffer anything serious. It’s during a time like this that you begin to think of the severity of the diseases of other patients around here. I was told that 8 o’clock the next morning the doors would open for those who’d wish to undergo spiritual surgery, even if the entity hadn’t prescribed them to. “I will!” I thought silently. My friend said he would. We returned to the house. The operation would only be done the next day, so we went to the current line. We wanted to join those who prayed with their eyes closed. Three hours passed. We pray the Our Father and Hail Mary over and over again. The desire to open my eyes was big. “You can’t.” I wanted to see John of God. “You can’t.” At the end of the prayers, I was tired but reenergized. It felt like I’d gone through therapy but in fast-forward. When I opened my eyes my sight had greatly improved. I saw far. As if a nearsighted person had put on glasses.

The next day at 7:30 am, we were there again. We didn’t want to lose the line of spontaneous operation. Without knowing what to expect, my worry disappeared. I wanted to pass in front of the entity. I wanted to feel that light again. Already more used to the environment, I looked beyond the line towards John of God. His blue eyes could be seen from afar. I noticed how he looked at every person who passed by him and wrote down something on a paper. There, the people are operated. Once again, it was quick and very intense. Taken to a side room, we received a paper with a recipe and were told to rest for 24 hours, to not eat pepper, drinking alcohol or have sex for 40 days. I returned to the inn, as I felt very tired. I slept from 9am to 3pm. I had lunch and went back to sleep. I had dinner and went back to sleep. I had very crazy dreams. I felt that everything there had messed with my subconscious and even my unconscious.

I could not wait for the next day. I wanted to go by him one more time. Upon arriving at the house, the medium, without being incorporated, appeared in the anteroom (the one that organized the queues) and spoke a little about his work. He said he would make some visible operations before us. He reached for the hand of one of the other mediums there with him and incorporated the spirit within 5 seconds. He took a kitchen knife and scraped the cornea of ​​a young man in front of us. The patient remained inert. He showed no fear or pain. 5 seconds later, everything was over. The boy, unconscious, was taken in a wheelchair to a recovery room. John (the entity) turned to a girl. He held her womb and she fainted. “You’re healed,” he said. He took something similar to surgical scissors and placed it inside the nose of another woman. He twirled the instrument inside the nostril for about 5 seconds, and then removed it and said, “You can take her, she’s been operated”. Fainting occurs when he touches a patient. Despite the horror of such a scene right before my eyes, I was not afraid. A fog of peace (which there they call entities or high spirits of light) anesthetized me. Pretty soon John left the scene. I decided to return to the line where I would not see him.

I learned about the existence of a parting line. Four hours passed and I remained motionless, eyes closed. After the current ended, we departed. John, now Teixeira de Faria, greeted everyone who wanted to see him. This time he did not have those blue eyes, just the aura of a good man. Believe what you wish, he is selfless man. He always repeats, “Who heals is God, I’m a mere vehicle.”

We returned to the inn. The owner told us he had been cured from leukemia by John of God and decided to stay there. He explained that most of the Abadiânia people have great admiration for John of God, but few visit the House, as incredible as that may sound. “The priest does not allow it.” I felt again as if in a tale Garcia Marques again.

Twilight Zone

JoãoTeixeira de Faria nasceu no vilarejo de Cachoeira da Fumaça no Estado de Goiás em 24 de junho de 1942. Sexto filho de uma família humilde estudou até a segunda série primária, e logo teve de trabalhar como alfaiate para ajudar no sustento da casa. Sua primeira manifestação mediúnica aconteceu quando tinha 9 anos. O menino disse a sua mãe para irem a um lugar seguro, pois naquele dia cairia uma tempestade avassaladora que acabaria com a cidade. A mãe, descrente, chocou-se ao testemunhar a destruição de 40 casas pela chuva. Mais velho, João abandonou a pequena cidade em busca de oportunidades. No MatoGrosso, cansado de procurar emprego, sentou-se sob uma ponte para descansar e foi chamado por uma mulher, que depois veio a saber que era o espírito de Santa Rita de Cássia. Ela o orientou a procurar um centro espírita local. Ao chegar lá, conta-se que desmaiou e incorporou o espírito do Rei Salomão. Ali, curou várias pessoas. Assim que acordou, testemunhas contaram a ele o ocorrido. João não se lembrou de nada e justificou o desmaiado pela fome. Desde então, aos 17 anos, começou a incorporar Entidades (hoje dizem que são 33) e cura pessoas do mundo inteiro. Há 35 anos fundou a casa de Dom Inácio de Loyola em Abadiânia, GO, por indicação de Chico Xavier. Sofreu perseguição, foi espancado diversas vezes, preso, ameaçado de morte e julgado várias vezes por exercício ilegal da medicina. Hoje, há mais de 50 anos curando pessoas (de males ditos incuráveis) continua respondendo a processos, porém nunca foi condenado.

Twilight Zone

 João Teixeira de Faria was born in the small village Cachoeira da Fumaça, on June 24, 1942. Sixth son of a humble family, he studied until second grade before abandoning school and working as a tailor to help support his family. His first psychic manifestation happened when he was 9 years old. The boy told his mother to run to a safe place, as that day a powerful storm would destroy the city. His mother, in disbelief, was shocked to witness the destruction of 40 homes from the rain that day. Older, John left the small town in search of new opportunities. In Mato Grosso, tired of looking for employment, he sat down to rest under a bridge and was called by a woman who he later discovered was the spirit of Saint Rita of Cascia. She guided him to look for a local spiritual center.
It is said that once he arrived there he fainted and incorporated the spirit of King Solomon. That day he cured several people. As soon as he awoke, witnesses told him what had happened. John did not remember anything and justified the fainting by explaining he was famished. Since the age of 17, he’s been incorporating entities (they say they’re been 33) and healing people everywhere. 35 years ago he founded the Casa de Dom Inacio de Loyola in Abadiania, GO, at the suggestion of Chico Xavier. He suffered persecution, was beaten, arrested, received death threats and underwent trials several times for the illegal practice of medicine. Today, after 50 years of healing people (from so-called incurable diseases), he continues to receive lawsuits yet was never condemned.

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